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Terapia em grupo: como funciona e para quem é indicada
Na terapia em grupo, algumas pessoas se encontram regularmente com um ou mais psicólogos para trabalhar temas em comum. Veja como funciona, o que esperar e quando ela pode ser uma boa escolha.
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O que é terapia em grupo
Na terapia em grupo, um pequeno número de pessoas se reúne regularmente com um ou mais psicólogos. O grupo pode ser organizado em torno de um tema, como ansiedade, luto ou habilidades sociais, ou ser aberto a questões variadas. O próprio grupo vira ferramenta de cuidado: ouvir outras pessoas, perceber semelhanças e diferenças e experimentar novas formas de se relacionar fazem parte do trabalho.
Grupos terapêuticos conduzidos por psicólogos são diferentes de grupos de ajuda mútua, que são organizados pelos próprios participantes, sem um profissional conduzindo. Os dois podem ser úteis, mas têm propostas diferentes.
Como costumam ser as sessões
- Tamanho: em geral, de poucas pessoas até cerca de uma dezena, para que todos tenham espaço.
- Duração e frequência: encontros semanais ou quinzenais, muitas vezes mais longos do que uma sessão individual.
- Formato: grupos fechados mantêm os mesmos participantes do início ao fim; grupos abertos recebem novas pessoas ao longo do tempo.
- Condução: o psicólogo organiza a conversa, cuida para que todos sejam respeitados e ajuda o grupo a refletir sobre o que acontece ali.
Antes de entrar, muitos profissionais fazem uma conversa individual para entender se o grupo é adequado para a pessoa naquele momento.
Sigilo no grupo
O psicólogo tem o dever ético de sigilo. Os participantes, por sua vez, assumem o compromisso de não comentar fora do grupo o que ouviram ali. Esse acordo é combinado logo no início. Mesmo assim, vale lembrar que a confidencialidade depende também do grupo, e cada pessoa escolhe o que quer compartilhar e em que ritmo.
Para quem pode ser indicada
A terapia em grupo pode ajudar especialmente quando:
- o sofrimento envolve isolamento ou sensação de ser o único a passar por algo;
- o tema principal são as relações e a forma de se colocar diante de outras pessoas;
- há uma experiência em comum, como luto, doença crônica ou uma fase de vida;
- o custo de sessões individuais é uma barreira, já que grupos costumam ter valor menor por pessoa.
Quem sente muita ansiedade ao falar em público pode estranhar no começo. Para muitas pessoas, esse desconforto diminui com o tempo, e o grupo se torna um lugar seguro para treinar exatamente isso. O guia sobre fobia social aprofunda esse tema.
Quando o atendimento individual faz mais sentido
Em crises agudas, risco de suicídio, situações que exigem muita privacidade ou temas que a pessoa ainda não consegue dividir com outras, o atendimento individual costuma ser mais adequado, às vezes antes de um grupo ou junto com ele. A decisão pode ser tomada em conversa com o profissional.
Tipos de grupo
Os grupos conduzidos por psicólogos podem ter formatos diferentes:
- Grupos terapêuticos: o foco é o processo de cada participante e as relações que se formam ali.
- Grupos psicoeducativos: combinam informação sobre um tema, como ansiedade ou sono, com troca de experiências e exercícios.
- Grupos temáticos: reúnem pessoas que vivem uma situação em comum, como luto, doença crônica, maternidade ou cuidado de um familiar.
- Grupos de habilidades: treinam habilidades específicas, como comunicação, regulação emocional ou habilidades sociais.
Como costuma ser o primeiro encontro
No começo, é comum haver apresentações, explicação das regras e do objetivo do grupo. Muitas pessoas sentem vergonha ou ansiedade nas primeiras sessões, e isso é esperado. Ninguém precisa contar a própria história logo de cara. Com o tempo, a confiança entre os participantes tende a crescer.
Regras de convivência
Além do sigilo, os grupos costumam combinar algumas regras:
- respeitar o tempo de fala de cada pessoa;
- evitar dar conselhos impositivos ou julgar a experiência do outro;
- avisar quando não puder comparecer;
- combinar como será o contato entre participantes fora dos encontros.
Essas regras protegem o espaço e ajudam o grupo a funcionar como um lugar seguro.
Grupos online
Também existem grupos por vídeo. Eles ampliam o acesso, mas pedem cuidados extras: um lugar reservado, fone de ouvido e regras claras sobre gravações e prints, que não devem ser feitos. O guia sobre privacidade na terapia online traz orientações úteis.
O papel de quem coordena
O psicólogo que conduz o grupo organiza os encontros, cuida para que todos tenham espaço, interrompe ataques pessoais e acolhe quem se emociona. Ele também avalia se o grupo continua adequado para cada participante e, quando necessário, sugere acompanhamento individual em paralelo. Em alguns serviços, dois profissionais dividem a coordenação. Um grupo bem conduzido não depende de quem fala mais alto. Antes de entrar, pergunte como o coordenador lida com conflitos entre participantes.
Perguntas antes de entrar em um grupo
Pergunte ao profissional qual é o objetivo do grupo, quantos participantes há, se ele é aberto ou fechado, como funciona o sigilo e quanto tempo deve durar. Confira o registro de quem conduz, como mostra o guia sobre como verificar o CRP.
Em momentos de crise, não espere o próximo encontro do grupo: o CVV atende pelo 188, e o SAMU, pelo 192.
Perguntas frequentes
- Para muitas demandas, a terapia em grupo pode ser uma boa opção. A escolha depende do tema, do momento da pessoa e da avaliação do profissional.
- Não. Cada participante escolhe o que compartilhar e em que ritmo. Ouvir também faz parte do processo.
- O psicólogo tem dever de sigilo, e os participantes se comprometem a não comentar fora o que ouviram. Esse acordo é feito no início do grupo.
- Sim. Algumas pessoas combinam os dois formatos. Converse com os profissionais envolvidos sobre como organizar isso.
- Sim. Se decidir sair, é recomendável avisar o profissional e, se possível, o grupo, para que a saída seja feita com cuidado.
Terapia em grupo funciona tão bem quanto a individual?
Sou obrigado a falar nas sessões?
O que eu falo no grupo fica em sigilo?
Posso fazer terapia em grupo e individual ao mesmo tempo?
Posso sair do grupo antes do fim?
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Este conteúdo é apenas informativo e não substitui atendimento profissional. Se você precisa de ajuda, procure um psicólogo ou um serviço de saúde. Em crise, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU).